Alexandre Eckert

Minha história na fotografia iniciou na infância, com a observação das fotos que meu pai fazia com uma câmera sanfonada Nettar, que tenho guardada até hoje.

Mais ou menos aos 10 anos ganhei de presente do meu padrinho, em uma inesquecível caixa de papelão amarela, uma máquina fotográfica Kodak Instamatic 110, com pedestal plástico de adaptação para um, interessante e descartável, flash Magicube de utilização única. Nela, também, veio um filme de cartucho plástico que deu início ao meu mundo dos clicks.


Aproximadamente aos 16 anos, quando passei no vestibular de Arquitetura, meu pai gerenciava o financeiro da Sucursal do Jornal O Globo, em Porto Alegre, que havia passado por uma bela modernização e reforma. Tive oportunidade de conhecer, nesta época, um fotógrafo e seu estagiário que são referências de início de um aprofundamento pela paixão fotográfica. Incentivado pelo genial Baru Derkin, com seu inseparável cachimbo, meu pai me presenteou com uma Câmera Praktica MTL 3 e sob orientações do Baru e do Eduardo Viera da Cunha, seu estagiário na época, comecei a tomar um contato mais amplo com o mundo fotográfico. Tirava algumas fotos para as cadeiras do curso de arquitetura, acompanhava sua revelação no laboratório, ia conversando, trocando opiniões, aprendendo e me encantando cada vez mais com o mundo das imagens. Vivenciava o trabalho deles como fotojornalistas, via a correria dos domingos, na cobertura dos jogos de futebol, sobretudo, quando vinham os times do Rio jogar contra a dupla Grenal. As fotografias eram tiradas no estádio, levadas para a sucursal onde eram, rapidamente, reveladas e ampliadas no laboratório e as vezes, ainda úmidas dos químicos, eram transmitidas pelo Telefoto para impressão no jornal do outro dia.

Com o passar dos anos o aprendizado foi se ampliando, através do uso de maquinas analógicas.

Em 2000 tive a oportunidade de fazer, na escola de fotografia do SENAC com o fotografo Nede Losina, os cursos de Iniciação a Fotografia e de Laboratório Fotográfico, utilizando principalmente a câmera Praktica.

Na sequência as câmeras digitais Canon e Nikon foram surgindo no caminho, a Polaroid com seu formato e sistema de auto revelação, as Lomos com o resgate da utilização dos filmes tradicionais e por último, com a evolução do sistema de lentes e captação, agregando uma possibilidade, quase ilimitada, de exercer o ato criativo em seu mais amplo significado me aproximei e tenho exercido, com muita frequência, a Mobgrafia (fotografia digital com utilização do celular).

Foto: Alexandre Eckert (Auto-retrato)

Áreas de Interesse:

Fotografia de Arquitetura, Natureza, Urbana e Mobgrafia

Midias Sociais:

Referências Fotográficas:

Meu pai, Baru Derkin, Eduardo Viera da Cunha, Nedi Losina, Jorge Aguiar, André Feltes, Daniel Marenco, Luiz Carlos Felizardo, Doisneau, Henri Cartier Bresson, Martin Chambí, Sebastião Salgado, Walter Firmo, Araquém Alcântara, Vivian Meier, Ansel Adams, Steve McCurry, Annie Leibovitz, Luiz Bhering, e todos que eu descubro a cada novo dia no mundo das imagens que se multiplica.